Ficha de Leitura
Autor: Mário Zambujal Titulo: Cronica dos Bons Malandros
Editor: QUETZAL EDITORES Lugar e data da Edição: Lisboa/1990 22º Edição
Capa: Rogério Pentina
Tomei conhecimento deste livro através do meu livro de Português do 12º ano.
Resumo:
Uma quadrilha que vadiava no Bairro Alto, eram reconhecidos nas redondezas pelo seu enorme talento em roubar, com a particularidade de nunca usar armas de qualquer tipo. Depois de muitos feitos são confrontados com um trabalho para a mafia italiana, que envolvia um assalto a um local de segurança muito apertada, onde ninguém sonhava conseguir entrar, o Museu de Gulbenkian.
A quadrilha era constituída por Renato conhecido como O Pacifico, Marlene, estes juntos na vida e na morte, Flavio, (o Doutor), Arnaldo Figurante, Pedro Justiceiro, Adelaide Magrinha e Silvino Bitoque. Estes foram os membros seleccionados pelo chefe: Renato, O Pacifico. O gaulês Lucien Obelix também é referenciado mais excluindo pelo sua péssima e desastrosa fuga. Renato em criança apanhara um trauma, porque o tio e seu pai mataram várias pessoas em sua frente, e daí a sua repugnância por armas. Todos eles se entregaram à vida de assaltantes, não porque quisessem, mas sim porque a vida os levou a seguir esse destino e também até ao Bar do Japonês, que era o lugar de encontro da quadrilha.
Alguém vindo de Itália, provavelmente pertencente à Mafia Italiana, tinha falado com Flávio e Renato. Fizeram um pouco de mistério à volta do assunto e esperaram estar a quadrilha completa e só contaram quando tinham chegado todos ao Bar do Japonês. Depois contaram que tinham de assaltar o Museu de Gulbenkian e que tinham de roubar 22 das 28 de uma colecção que lá se encontravam. Todos se surpreenderam, e tiveram receio, acabando por concordar em fazer o assalto. Faltava definir a estratégia. Entretanto Adelaide Magrinha tinha desaparecido. Renato, o Pacifico, juntou os seus amigos de oficio e dividiram-se em busca de Adelaide. Souberam uma semana mais tarde, que ela tinha partido para o estrangeiro com o seu namorado que tinha saído da prisão recentemente. A quadrilha ficou desconcertada, mas nem por isso deixaram de pensar no assalto. Depois de se reunirem Flávio sugeriu uma estratégia aceite pelos restantes membros. Atacariam, usando como arma um enxame de abelhas. Mas como conseguir entrar com elas até ao Museu?
Silvino, na cadeira de rodas, fingindo-se inválido, e transportando o enxame, entrara para o Museu acompanhado por toda a quadrilha. Uma hora e meia depois soltaram as abelhas e causaram o caos por todo o Museu. Silvino pegou nas jóias e fugiram, divididos em dois grupos. Quando chegaram ao local combinado tinham chegado à conclusão que Silvino fugira com as jóias.
A quadrilha encontra Silvino disfarçado de policia, com as jóias na mão, e Silvino parte em fuga. A quadrilha vai atrás dele em plena Avenida, as pessoas olhando espantadas, e pensando no que se estava a passar, afinal ver um policia a fugir de um ladrão, não era comum. Renato pede a arma que Arnaldo Figurante tinha, e atira a Silvino, mas entretanto a policia que já o perseguia em suposta defesa do seu alegado colega, dispara sobre Renato, que cai morto. Marlene morre de seguida. Era o destino. E os restantes membros da quadrilha continuaram a vadiar por Lisboa, sempre com medo de serem apanhados.
Avaliação pessoal
Como introdução cabe-me dizer que acima de tudo este Crónica dos Bons Malandros é um livro extremamente divertido. E isto porque o autor consegue fazer retratos de situações e personagens, além de bem concebidas, com muito humor. Como o titulo revela este Crónica trata das peripécias de um grupo de larápios que “têm mais olhos que barriga” e que se propõem assaltar o museu Gulbenkian. Um livro cheio de acção, de boa disposição e que para uma primeira obra de Mário Zambujal foi sem duvida “uma pedrada no charco” no universo da literatura portuguesa, por ter sido o pioneiro de uma escrita despretensiosa e com o intuito principal de entreter o leitor.
Existe um filme com o mesmo nome e pelo que já ouvi falar o filme por incrível que parece esta muito fiel ao livro.
É um livro como já referi, com um humor muito apurado desde a primeira até à ultima página, recomendo vivamente a sua leitura.
Data de inicio da leitura: 25 de Novembro de 2005
Data de conclusão: 4 de Dezembro de 2005
Lugar e tempo de acção: Lisboa, Bairro Alto, e a acção durou aproximadamente um mês. No entanto é discriminada a vida de cada um dos membros do livro, desde a infância. Não é uma história que pertença à actualidade, embora tenha parecença, ronda os anos da Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1974).
Citações: “Andam à nossa procura. Se calhar vamos ser apanhados”
“Eu e o Flávio pensámos muito na melhor forma de assaltar o Museu”
“Glória e Morte.”
Personagem Principal: Renato, o Pacifico
Função na história: Chefe da quadrilha, e organizador de todos os planos mirabolantes.
Retrato Físico: - Alto, robusto, e veloz.
Retrato Psicológico:
Era duro e homem de pouca educação
Tinha um trauma com as armas por ter assistido a um confronto armado ainda muito pequeno
Bondoso e Compreensivo
Bruto
Características intelectuais: Apesar de ser um inculto, socialmente era alguém extremamente dotado para elaborar grandes planos de assaltos, sendo assim uma inteligência maligna.
Características sociais: Reconhecido socialmente pelos seus feitos e pelo apelo ao não uso de qualquer tipo de armas, e conhecido e dando-se com todos que viviam no seu meio.
Relações familiares e sociais: Era namorado de Marlene desde os quatorze anos de idade.
Convicções: Apelo ao não uso de armas. Acreditava em si próprio e tinha toda a confiança na sua namorada, e também na sua quadrilha.
Frase Chave: “Então, não tem nada que saber: o Silvino pisgou-se com as jóias.”
Citações: “Preciso de Ajuda!”,